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O CFO, com o apoio dos Conselhos Regionais de Odontologia de todo o pais, fortalece nesta semana – de 4 a 8 de novembro – a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal, instituída pela Lei 13.230/2015. O alerta do Sistema Conselhos tem como base os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), que revelam a prevalência da doença em homens, em evidência àqueles com idade superior a 40 anos.

O objetivo da campanha de conscientização, que acontece sempre na primeira semana de novembro, é estimular junto aos gestores de saúde e à população, ações preventivas, campanhas educativas, debater políticas públicas, apoiar atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil, entre outros. Conforme informações do INCA, dos 14,7 mil casos de câncer de boca registrados em 2018, cerca de 11,2 mil casos são incidentes em homens e 3,5 mil em mulheres.

É importante ressaltar que o câncer bucal afeta os lábios e o interior da cavidade oral. Na boca, devem ser observados também gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas), além da região embaixo da língua. Entre os principais fatores que podem levar ao câncer estão: hábito de fumar cachimbos, narguillé e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e exposição a agentes oncogênicos, como vírus HPV, herbicidas, produtos químicos, pesticidas.

Entre os principais sintomas, a população precisa estar atenta ao surgimento de feridas na boca, não dolorosas e que não cicatrizam em 15 dias. Além disso, também é possível citar sintomas como ulcerações superficiais, indolores (podendo sangrar ou não) e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (caroço no pescoço) são sinais de câncer de boca em estágio avançado.

Tratamento na rede pública de saúde
No Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Política Nacional de Saúde Bucal, são desenvolvidas ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal da população brasileira. Hoje, o Brasil é referência mundial na oferta de saúde bucal pública. Nos últimos 13 anos, foram criados mecanismos de ampliação desse acesso de forma universal e integral, por meio de ações coletivas e individuais, inserindo-se simultaneamente na atenção básica, especializada e hospitalar.

O câncer de lábio e cavidade oral pode ser prevenido de forma simples, desde que seja dada ênfase à promoção à saúde, à prevenção, ao aumento do acesso aos serviços de saúde e ao diagnóstico precoce. No entanto, representa uma causa importante de morbimortalidade, uma vez que grande parte dos casos são diagnosticados em estágios avançados da doença. Os usuários são avaliados nas Unidades Básicas de Saúde (também conhecidas como Posto de Saúde) e, caso identificada alguma alteração, são encaminhados para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) para realização de biópsias.

Além disso, o SUS oferece apoio nas atividades de prevenção do câncer de lábio e cavidade oral, como o acesso ao Programa Nacional de Controle do Tabagismo às pessoas que querem deixar de fumar. Além disso, oferece acesso às ações de diagnóstico – principalmente nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), e de tratamento na rede de hospitais habilitados em Oncologia em todo o estado. O acesso a todas essas ações é feito através da Unidade Básica de Saúde. Já o câncer de lábio e cavidade oral em estágios mais avançados pode trazer grande impacto na vida das pessoas, afetando a aparência, a fala, a alimentação e levar à morte quando a cura não é mais possível. Daí a grande importância da sensibilização de todos em relação às ações de prevenção e ao diagnóstico precoce.


(Fonte: Ascom CFO)
Em 05.11.19