
Foi aprovado, em SEGUNDA E ÚLTIMA VOTAÇÃO, por unanimidade, o projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade da presença de cirurgião-dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e demais unidades hospitalares públicas e privadas de internações prolongadas, no município de Goiânia. A matéria, de autoria do ex-vereador Emilson Pereira (Patriota), foi votada na manhã desta quinta-feira, 13 de maio, na Câmara Municipal de Goiânia. Agora, o projeto segue para a sanção ou veto do prefeito Rogério Cruz.
O projeto de lei tem como objetivo reduzir o tempo de internação, a taxa de infecções hospitalares e aumentar a qualidade de saúde dos pacientes. A matéria prevê um cirurgião-dentista responsável para o acompanhamento dos pacientes a cada dez leitos.
A aprovação do projeto de lei se deu graças ao empenho do vereador Leandro Sena (Republicanos), que o apadrinhou desde o início desta nova legislatura e conseguiu inclui-lo na pauta de votação, nesta quinta-feira, por ser uma questão de urgência e de necessidade em virtude da pandemia do novo coronavírus.
“Quero agradecer o presidente do CROGO (Conselho Regional de Odontologia de Goiás), Dr. Renerson Gomes dos Santos, e toda sua equipe por representar tão bem sua categoria. Essa matéria mostra a importância do cirurgião-dentista nas unidades hospitalares por salvar vidas. Goiânia só ganha com a aprovação desse projeto”, afirmou o vereador.
Paciente beneficiado
O paciente admitido no ambiente hospitalar por qualquer patologia e em especial pela COVID-19 pode ser beneficiado com o tratamento e a intervenção do cirurgião-dentista habilitado em Odontologia Hospitalar.
“No momento que vivemos, pacientes infectados pelo Sars-Cov-2 , apresentam repercussões bucais da doença como lesões, dor, ardência, infecções oportunistas fúngicas e virais. Os estudos mostram que os pacientes com doença periodontal têm apresentado uma maior susceptibilidade à entrada do vírus e maior índice de sangramento oral devido à associação da doença periodontal e anticoagulação necessária ao tratamento”, explica a Dra. Camila de Freitas M. S. Silveira, presidente da Comissão de Odontologia Hospitalar do CROGO.
“A intervenção odontológica reduz carga microbiana e previne infecções pulmonares secundárias. Então, esse paciente, que já está com o pulmão comprometido pelo vírus, pode apresentar uma piora infecciosa com o pulmão comprometido por infecções bacterianas ou fúngicas broncoaspiradas da cavidade bucal. A Odontologia Hospitalar reduz o índice de pneumonias associadas à ventilação mecânica tão utilizada na terapia intensiva e hoje no tratamento da COVID-19”, acrescenta.
“Com a aprovação desse projeto, minha expectativa é a de que mais pacientes possam se beneficiar com este atendimento, tenhamos um maior número de leitos disponíveis e que a Odontologia possa agregar ao time existente nos hospitais, levando suas experiências e adquirindo dos colegas”, afirma a Dra. Camila de Freitas. “Além de estabelecer mais um campo de trabalho para colegas habilitados, finaliza.
Lucielle Bernardes
Assessora de Imprensa do CROGO
Em 13/05/2021




