
Durante dez dias, a cirurgiã-dentista Rachel Di Batista Caminha integrou a Caravana de Saúde do projeto Fraternidade sem Fronteiras, no Campo de Refugiados de Dzaleka, onde o amor, a fé e a solidariedade mostraram ser as maiores forças de cura.
“Verdadeiramente transformadora!”. É como a cirurgiã-dentista goiana, Rachel Di Batista Caminha, 44 anos, descreve a experiência que viveu durante o trabalho voluntário no Campo de Refugiados de Dzaleka, no Malawi, país do sudeste da África. A profissional, especialista em Periodontia, Implantodontia Especialista e mestre em Terapia Intensiva, embarcou no dia 15 de setembro de 2025 para integrar a Caravana de Saúde do projeto Fraternidade sem Fronteiras, permanecendo por dez dias em uma missão humanitária que uniu ciência, fé e amor ao próximo.
Ao lado de 33 voluntários, entre eles, médicos de diversas especialidades e cirurgias, cirurgiões-dentistas, veterinárias, enfermeiras e outros profissionais, a cirurgiã-dentista participou de uma das ações mais emblemáticas do projeto, que leva assistência médica e odontológica a populações em situação extrema de vulnerabilidade. Dentre os participantes, quatro eram cirurgiões-dentistas, responsáveis por atendimentos odontológicos em condições desafiadoras, mas repletas de propósito.

Equipe de voluntários composta de diversos profissionais de Saúde
“É uma vivência que nos tira da zona de conforto em todos os sentidos — profissional, emocional e humano”, relata a Dra. Rachel. “Apesar das limitações locais, existe uma sensação profunda de plenitude ao estar com os pacientes, com os tradutores e com os amigos da Caravana. É um tipo de conexão que vai além da técnica: ali se aprende sobre fé, alegria, coragem, resiliência, força, empatia, simplicidade e humildade. Levamos esperança, e ali vivenciamos que o amor também cura.”

Durante a missão, a equipe realizou 2.236 atendimentos odontológicos e médicos e 77 cirurgias médicas. Os cirurgiões-dentistas executaram principalmente extrações, mas também fizeram restaurações, próteses provisórias e tratamentos periodontais. Tudo isso em um contexto de extrema precariedade: o campo de refugiados não possui energia elétrica, água potável ou saneamento básico.
Os atendimentos odontológicos foram realizados com equipos móveis. O compressor e a autoclave eram alimentados por um gerador, “o que exigia uma logística cuidadosa e constante adaptação da equipe”.

Segundo a Dra. Rachel, as consultas aconteciam em três macas e em uma cadeira comum, posicionadas lado a lado, em um espaço compartilhado com os tradutores. “Um ambiente simples, porém marcado por intensa cooperação e aprendizado coletivo”, relata. “Sem sistema de sucção, os pacientes bochechavam e cuspiam em baldes higienizados”, explica a cirurgiã-dentista. “Foi um exercício constante de adaptação, cooperação e criatividade. Mesmo com limitações, mantivemos a qualidade e a segurança dos atendimentos.”
Todo o material utilizado, inclusive os medicamentos, foi levado do Brasil. A logística exigiu organização, comprometimento e muito trabalho em equipe. “Essas condições revelaram o poder do amor e da técnica aliados à ciência — uma combinação capaz de transformar realidades e reafirmar o verdadeiro sentido de cuidar e servir”, reflete a profissional.

Farmácia com medicamentos do Brasil
Extremamente precárias
O Campo de Refugiados de Dzaleka abriga cerca de 56 mil pessoas que vivem em condições extremamente precárias. A maioria reside em barracas doadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), sem acesso à água, energia ou saneamento. “Muitas famílias se alimentam apenas a cada dois ou três dias. Cada atendimento ali representa mais do que um ato técnico — é um gesto de dignidade, escuta e acolhimento”, afirma a cirurgiã-dentista.


Entre as atividades realizadas pela Caravana, o grupo visitou casas de refugiados, conheceu a escola do projeto e realizou ações de educação em saúde bucal com 1.100 alunos, distribuindo escovas de dente e orientando professores e estudantes sobre hábitos de higiene.

Indagada sobre o que mais a marcou, a Dra. Rachel não hesita: as pessoas. “Em meio a tanto sofrimento, elas demonstram uma alegria de viver admirável, uma fé inabalável e uma gratidão genuína, sem reclamações. Fiquei profundamente impressionada com a força, a coragem e o amor que irradiam diariamente. É uma verdadeira lição sobre humanidade, esperança e dignidade.”
Intenso aprendizado
A cirurgiã-dentista garante que pretende voltar. “É um lugar de intenso aprendizado e profunda reflexão interior. Nos desafia a olhar para a vida e para o cuidado com o outro de forma mais sensível e consciente. Estar lá nos lembra do valor da fraternidade, da empatia e da solidariedade. É preciso unir amor, responsabilidade técnica e comprometimento para realmente transformar vidas.”
A Dra. Rachel faz um convite: “Com toda certeza, aconselho qualquer pessoa a vivenciar uma experiência assim. É impossível sair a mesma depois de conhecer Dzaleka.”
Sobre o Projeto Fraternidade sem Fronteiras
O Fraternidade sem Fronteiras (FSF) é uma organização humanitária brasileira, sem fins lucrativos, que atua em países da África e também no Brasil, levando assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade extrema. Fundado em 2009, o projeto mantém diversas frentes de trabalho voltadas para a educação, alimentação, saúde, abrigo e dignidade humana.
No Malawi, o FSF atua no Campo de Refugiados de Dzaleka, acolhendo famílias deslocadas por conflitos e pobreza extrema. Através de padrinhos e doadores, o projeto garante alimentação, educação e acesso à saúde, mostrando que a solidariedade não tem fronteiras.
Mais informações sobre as caravanas e formas de apoio podem ser encontradas em: www.fraternidadesemfronteiras.org.br.
Os atendimentos odontológicos foram realizados com equipos móveis. O compressor e a autoclave eram alimentados por um gerador, “o que exigia uma logística cuidadosa e constante adaptação da equipe”.

Segundo a Dra. Rachel, as consultas aconteciam em três macas e em uma cadeira comum, posicionadas lado a lado, em um espaço compartilhado com os tradutores. “Um ambiente simples, porém marcado por intensa cooperação e aprendizado coletivo”, relata. “Sem sistema de sucção, os pacientes bochechavam e cuspiam em baldes higienizados”, explica a cirurgiã-dentista. “Foi um exercício constante de adaptação, cooperação e criatividade. Mesmo com limitações, mantivemos a qualidade e a segurança dos atendimentos.”
Todo o material utilizado, inclusive os medicamentos, foi levado do Brasil. A logística exigiu organização, comprometimento e muito trabalho em equipe. “Essas condições revelaram o poder do amor e da técnica aliados à ciência — uma combinação capaz de transformar realidades e reafirmar o verdadeiro sentido de cuidar e servir”, reflete a profissional.

Farmácia com medicamentos do Brasil
Extremamente precárias
O Campo de Refugiados de Dzaleka abriga cerca de 56 mil pessoas que vivem em condições extremamente precárias. A maioria reside em barracas doadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), sem acesso à água, energia ou saneamento. “Muitas famílias se alimentam apenas a cada dois ou três dias. Cada atendimento ali representa mais do que um ato técnico — é um gesto de dignidade, escuta e acolhimento”, afirma a cirurgiã-dentista.


Entre as atividades realizadas pela Caravana, o grupo visitou casas de refugiados, conheceu a escola do projeto e realizou ações de educação em saúde bucal com 1.100 alunos, distribuindo escovas de dente e orientando professores e estudantes sobre hábitos de higiene.

Indagada sobre o que mais a marcou, a Dra. Rachel não hesita: as pessoas. “Em meio a tanto sofrimento, elas demonstram uma alegria de viver admirável, uma fé inabalável e uma gratidão genuína, sem reclamações. Fiquei profundamente impressionada com a força, a coragem e o amor que irradiam diariamente. É uma verdadeira lição sobre humanidade, esperança e dignidade.”
Intenso aprendizado
A cirurgiã-dentista garante que pretende voltar. “É um lugar de intenso aprendizado e profunda reflexão interior. Nos desafia a olhar para a vida e para o cuidado com o outro de forma mais sensível e consciente. Estar lá nos lembra do valor da fraternidade, da empatia e da solidariedade. É preciso unir amor, responsabilidade técnica e comprometimento para realmente transformar vidas.”
A Dra. Rachel faz um convite: “Com toda certeza, aconselho qualquer pessoa a vivenciar uma experiência assim. É impossível sair a mesma depois de conhecer Dzaleka.”
Sobre o Projeto Fraternidade sem Fronteiras
O Fraternidade sem Fronteiras (FSF) é uma organização humanitária brasileira, sem fins lucrativos, que atua em países da África e também no Brasil, levando assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade extrema. Fundado em 2009, o projeto mantém diversas frentes de trabalho voltadas para a educação, alimentação, saúde, abrigo e dignidade humana.
No Malawi, o FSF atua no Campo de Refugiados de Dzaleka, acolhendo famílias deslocadas por conflitos e pobreza extrema. Através de padrinhos e doadores, o projeto garante alimentação, educação e acesso à saúde, mostrando que a solidariedade não tem fronteiras.
Mais informações sobre as caravanas e formas de apoio podem ser encontradas em: www.fraternidadesemfronteiras.org.br.
Lucielle Bernardes
Assessora de Imprensa do CROGO
Em 15/10/2025
Fotos: Arquivo pessoal Rachel Di Batista Caminha
Assessora de Imprensa do CROGO
Em 15/10/2025
Fotos: Arquivo pessoal Rachel Di Batista Caminha




