Presidente Abozinha - 600 x 450
A nova presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria – Regional Goiás (ABOPED – GO), Dra. Eliane de Faria Silva Rodrigues, defende a triagem neonatal para detectar as alterações no frênulo lingual. Essas alterações, segundo uma revisão de literatura, prejudicam o desenvolvimento de todo o aparelho estomatognático.

Atresia do maxilar superior, crescimento mandibular deficiente, dificuldade de amamentação materna, mastigação deficiente, problemas na articulação de fonemas são algumas das alterações esperadas, caso nenhuma intervenção seja realizada para minimizar essas complicações em momento oportuno. Equipe multiprofissional composta por cirurgião-dentista, médico, fonoaudiólogo, enfermeiro, entre outros da área da Saúde deve esta atenta ao problema e apta para solucioná-lo.

A Dra. Eliane se disse surpresa ao ler a matéria publicada no site da Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP ( https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-solicita-ao-ministerio-da-saude-revogacao-da-lei-que-torna-obrigatorio-o-teste-da-linguinha-em-recem-nascidos/ ), que atribui ao Dr. Sidnei Ferreira, secretário geral da SBP, a declaração de que “ o diagnóstico para esse transtorno (anquiloglossia) pode ser feito apenas pelo médico, como prevê a lei que define o escopo de atuação da categoria (Lei nº 12.842/13). Da mesma forma, qualquer prescrição de tratamento ou mesmo intervenção que se faça necessária somente pode ser realizada por este profissional.”

A presidente da ABOPED – GO, que tomou posse na entidade no dia 6 de abril deste ano, rebate: “Qualquer profissional da Saúde habilitado pode ajudar a criança.” A Dra. Eliane, que é membro da Câmara Técnica de Odontopediatria do CROGO, destaca ainda que está no escopo de atuação dos cirurgiões-dentistas, em geral, e dos odontopediatras, em particular, o diagnóstico e tratamento da anquiloglossia em bebês, crianças e adolescentes.

E alerta: “O não tratamento pode prejudicar a criança, uma vez que ela não conseguirá amamentar, levando-a ao desmame precoce e à introdução da mamadeira; terá o desenvolvimento da face, da fala e da mastigação alterados e, por fim, apresentará alterações na oclusão.”