Policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (DECON) cumpriram, na última quinta-feira, dia 5 de março, mandado de busca e apreensão em um consultório de um falso cirurgião-dentista, na cidade de Israelândia, a 200 quilômetros de Goiânia. O homem, de 55 anos, atuava como cirurgião-dentista e também como técnico em prótese dentária (TPD), embora não tivesse inscrição de dentista no Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CROGO). Já a sua inscrição de TPD no CROGO está desativada em virtude de cassação, desde 2008.
A ação contra o exercício ilegal da Odontologia foi acompanhada pelo Conselho Regional de Odontologia de Goiás, o qual prestou auxílio técnico referente aos equipamentos e materiais odontológicos encontrados no local, durante a diligência policial. Foi o CROGO quem comunicou o caso à DECON.
Na casa onde funcionava o consultório, foram apreendidos diversos instrumentos de cirurgia dentária, entre eles, moldeiras, cera, gesso, material para confecção de próteses, estufa de esterilização e uma cadeira odontológica.

As investigações dão conta de que o homem já havia atuado de forma ilegal, atendendo pacientes também nos municípios de Campestre, Iporá e Jaupaci. Ele usava o registro profissional de uma pessoa habilitada, mas não tinha qualquer formação na área.
"Ele fazia todos os serviços de Odontologia e Implantodontia sem ter nenhuma formação. Ele cobrava cerca de 50% do valor de mercado para cada serviço, como limpeza, obturação, implantes", detalhou o delegado responsável pelo caso e titular da DECON, Dr. Gylson Mariano.
Contra o falso cirurgião-dentista, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica, cuja pena máxima é de dois anos de detenção.
Assessora de Imprensa do CROGO
Em 10.03.2020




