
O auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Ítalo Pinheiro de Albuquerque Figueiredo, ministrou, no último dia 6 de março, a palestra “Governança e Gestão das Contratações: Como Agregar Valor à Atuação dos Conselhos de Fiscalização Profissional”, aos servidores do CROGO, em Goiânia. Em entrevista à assessoria de imprensa do CROGO, ele disse que falta maturidade, por parte dos Conselhos Profissionais brasileiros, em relação à prática da boa governança. “Os conselhos profissionais têm uma necessidade de evoluir, juntamente com a grande maioria das organizações públicas”, afirmou.
A boa governança tem como objetivo principal agregar valor às organizações. “A organização que tem uma boa governança tende a entregar melhores resultados e cumprir a sua missão institucional”, explica.

De acordo com o auditor, a prática da boa governança pode ser alcançada seja de maneira aleatória, por tentativas (o que demanda mais tempo); seja de forma bem estruturada, seguindo os modelos referenciais teóricos já existentes.
Ítalo Pinheiro cita alguns exemplos de referenciais de boa governança, entre eles o do TCU e o da Controladoria Geral da União (CGU). “Tratam-se de ótimos documentos técnicos que podem nortear a implantação da boa governança naquelas organizações que desejam entregar melhores resultados”, comenta. “É uma oportunidade de aprimoramento da boa governança nessas instituições. E o TCU, assim como os outros órgãos de controle, podem ajudar nesse caminho”, acrescenta.
Segundo o auditor do TCU, os modelos de boa governança existentes atualmente são genéricos o suficiente para serem implementados em qualquer organização pública, com as devidas adaptações, conforme a realidade e o contexto no qual a organização está inserida.
Passos

O primeiro passo para a implementação da boa governança é fazer um diagnóstico da organização, ou seja, entender o contexto no qual está inserida. “Qual o papel/a missão da organização? De que forma vem sendo gerida?”, é o que deve ser questionado.
A partir desse diagnóstico, deve ser feita uma avaliação com base nos referenciais existentes. “De acordo com minha realidade, onde preciso evoluir em comparação com outros modelos teóricos existentes? É necessário fazer também uma comparação com outras organizações que já apresentam um cenário positivo”, explica.
Depois, deve-se estabelecer um plano de ação, no qual devem ser definidos o que é preciso fazer, prazos e o cenário futuro desejado para alcançar essa boa governança.
Lucielle Bernardes
Assessora de Imprensa do CROGO
Em 12.03.2020




