Celebrada em 22 de setembro, data chama atenção para uma condição que afeta cerca de 30% da população brasileira; campanha nacional da Associação Brasileira de Halitose (ABHA) busca combater tabus, desinformação e falsas promessas de tratamento
Neste dia 22 de setembro, Dia Nacional de Combate à Halitose, o Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CROGO) chama a atenção para a importância de abordar o tema com informação, respeito e orientação profissional, contribuindo para reduzir os tabus e constrangimentos ainda relacionados ao mau hálito.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), a halitose afeta cerca de 30% da população brasileira, aproximadamente 71 milhões de pessoas. Apesar de ser uma condição frequente, muitas pessoas ainda evitam procurar ajuda por vergonha ou recorrem a produtos e soluções que apenas mascaram temporariamente a alteração do hálito.
A ABHA destaca que mais de 90% das causas da halitose estão relacionadas à cavidade bucal. Entre as possíveis causas estão a saburra lingual — biofilme que se acumula sobre a língua — e doenças periodontais, como a periodontite. Dessa forma, a avaliação da saúde bucal é uma etapa fundamental para identificar a origem da alteração e definir a conduta adequada.
A halitose não deve ser tratada como motivo de constrangimento ou julgamento. A investigação profissional permite identificar suas possíveis causas e, na maioria dos casos, estabelecer medidas para tratamento ou controle.
Campanha nacional
Neste ano, a ABHA promove a Campanha Nacional de Combate ao Mau Hálito 2026, com o tema “Tenho mau hálito: por quê?”. A mobilização começa em 22 de setembro e segue até 25 de outubro, reunindo profissionais de saúde em palestras, entrevistas, conteúdos informativos e outras ações educativas.
A proposta é estimular as pessoas a buscarem respostas para as causas da alteração do hálito, em vez de simplesmente tentar mascará-la. A campanha também alerta para promessas de soluções rápidas divulgadas principalmente pela internet e para o uso de produtos inadequados ou sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a ABHA, não existe um único produto capaz de solucionar todos os casos, pois a abordagem depende da identificação da causa. Por isso, diante de uma alteração persistente do hálito, a orientação é buscar avaliação profissional.
A campanha também aborda a chamada halitose subjetiva, situação em que a pessoa acredita ou sente que apresenta mau hálito mesmo quando a alteração não é percebida pelas pessoas ao seu redor. Nesses casos, a preocupação pode provocar insegurança e interferir nas relações pessoais, afetivas e profissionais. A ABHA defende que essas situações também sejam acolhidas com respeito, escuta e orientação adequada.
Informação e cuidado
Para o CROGO, ampliar o acesso a informações confiáveis é fundamental para que a halitose seja compreendida como uma questão relacionada à saúde, que deve ser abordada sem preconceitos.
Além dos cuidados cotidianos com a higiene bucal, é importante manter o acompanhamento odontológico periódico. Diante de alterações persistentes do hálito, o cirurgião-dentista pode realizar a avaliação da cavidade bucal, investigar possíveis fatores relacionados e orientar sobre a necessidade de acompanhamento por outros profissionais de saúde.
Durante a Campanha Nacional de Combate ao Mau Hálito, a ABHA disponibiliza informações educativas e orientações à população em seu portal oficial.